Jogue apenas uma bola!

10/8/2019

O que você realmente quer dizer ao seu cliente?

Imagine que, hipoteticamente, você fique com um desejo incontrolável de comer um bom sushi. Você chega em casa e pesquisa por restaurantes com essa especialidade por perto. Entre os resultados da busca, dois chamam a atenção: o primeiro é especializado em sushi, com temática japonesa e elementos orientais na marca e no posicionamento; o segundo é um “tudão" famoso por oferecer, além do sushi, carnes grelhadas, massas e até pizza. Visualmente, ele tem uma identidade mais rústica/country e, para justificar as pizzas e massas, elementos italianos. Agora, com esse cenário, qual seria a sua escolha? O restaurante oriental ou o country/italiano/oriental?

Esse é o exemplo que usamos, frequentemente, com nossos clientes para exemplificar a importância do “fechamento de foco" e do posicionamento certeiro. É claro que a escolha óbvia é o restaurante especializado, pelo simples motivo de ser “especializado". Mas por que essa escolha é óbvia? E se o “tudão” contar com um bom sushiman? Bom, temos que admitir que isso pode acontecer. Entretanto, inconscientemente, sempre partiremos do princípio que o especialista em algo é melhor que o que faz um pouco de tudo, certo?

Isso não acontece só na escolha de restaurantes. Todos os produtos e serviços passam por esse filtro, e na comunicação não é diferente. O excesso de informação, de atributos, e de possibilidades, confunde. Afasta. Por isso é tão importante saber para quem você está falando e o que está querendo dizer. Feche o foco, defina a sua qualidade e a sua estratégia e diga o que o público quer escutar. Parece simples, né? Mas não é. A maior parte das marcas peca pelo excesso.

"Gênio é a habilidade de reduzir o que é complicado a algo simples."
C. W. Ceran

Costumamos ilustrar esse excesso de informação com a história das bolinhas de tênis. Imagine que, se você arremessar, ao mesmo tempo, 50 bolas de tênis em uma pessoa, é provável que ela não consiga segurar nenhuma. Agora, se você lançar uma só, a possibilidade dela agarrar a bolinha é muito maior. Ser simples, direto, e ter uma proposta de valor assertiva é o grande segredo para a retenção e a compreensão da informação. Agora, para arremessar a bolinha correta, ou seja, para saber o que e como você vai falar, é fundamental conhecer com quem você vai falar. Comece analisando o seu mercado e o seu público e, a partir disso, desenvolva a personalidade e a identidade da marca. Mas isso é assunto para outra postagem. Até lá!